Quando vamos aprender a usar essa palavra mágica chamada “não”?

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Após três anos do desastre ambiental ocorrido em Mariana (MG), no qual milhares de pessoas foram prejudicadas, a nossa flora e fauna devastadas, e quase nada sido feito para minimizar os prejuízos, somos surpreendidos mais uma vez com uma notícia de cortar o coração. Pela segunda vez, o nosso país faz parte das notícias internacionais devido a um deslize do mesmo culpado: a ganância sem limites.

O que aconteceu em Brumadinho me trouxe a mesma revolta e revivi  questionamentos que fiz a mim mesma quando aconteceu o episódio em Mariana. Para que estamos nos matando? Para que eu nunca mais vou ter a oportunidade de ver Mariana e Brumadinho como eram depois de tudo isso acontecer? Para que não vamos mais ver aquelas famílias tranquilas acordando de manhã aquecidas pelo amanhecer gostoso de Minas Gerais, levando suas vidas, lutando com o gingado que só o brasileiro sabe ter na hora do sufoco? Para que o Carnaval de Mariana não vai ter mais a mesma graça? Para que tantos animais morreram? Para que parte do litoral do Espírito Santo foi impactado? Para que há riscos do nosso São Francisco ser prejudicado?

Me repito e permito-me usar  a redundância do “para que” para enfatizar: com qual propósito isso está acontecendo?  O Brasil, um dos países mais lindos do mundo, com uma natureza de dar inveja está sendo destruído ano após ano, e o “para que” é para refletirmos.

Simplesmente com o intuito de sustentar um sistema antiquado que não é mais aceitável? A exploração pela exploração, sim, porque parece que voltamos ao período colonial. Tiram e tiram do nosso país e não recebemos nada em troca. O que restam são só as dores das pessoas que realmente fizeram e dependem daquele lugar para sobreviver, uma natureza morta, a perda de vida  e esperança de um lugar que estava lá para inspirar e oxigenar nossa realidade.

Tenho aprendido duramente que é preciso saber dizer não também, aquele não bem convicto, sem meio termo, sem negociação, sem relativização. A regra deve ser bem clara: se você não respeitar, não será aceito. Acredito que nós brasileiros temos que aprender a impor limites, seja para quem for, seja para quantos dólares forem oferecidos. “Não venha falar mal da minha cultura, não venha falar mal das minhas mulheres, não venha falar dos meus ancestrais e das minhas religiões, não venha falar mal do meu povo, não venha destruir o meu país. Não é não.”

Enquanto não aprendermos a zelar e lutar pelo que é nosso (me incluo nesse papel), esse tipo de episódio vai acontecer. Será que não é hora de nos amarmos como nação e gritarmos juntos uma palavrinha empoderadora?  “Não” em português, que é “nein” em alemão, que é “no” em inglês. Todas elas podem ser usada para reivindicar o que tem nos faltado há tempos: respeito. Que saibamos começar a usar o não em palavras e ações, e o sim seja dado com segurança e amor para aqueles que queiram acima de tudo fazer o bem.

Deixo meus pesâmes e orações às famílias que perderam pessoas queridas.

 

 

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