Mudança e escolhas. Voltei para o Brasil. E agora?

Faz um tempo que não escrevo, nem faço vídeos e, depois de muitas reviravoltas, decidi voltar para o Brasil. Os motivos principais foram pessoais, por isso, acho que não é necessário expor aqui. Mas o que eu posso falar com toda a certeza é que não me arrependi da experiência. Sempre fui dessas pessoas que preferem arriscar, em vez de ficar imaginando como seria. Se eu não fizesse isso, simplesmente não seria eu e aí fica o questionamento: “Vale a pena viver uma vida baseando as suas atitudes no que as outras pessoas fariam ou no que elas acham certo?”

Para mim, não vale, desde que comecei a minha jornada de mergulhar no meu próprio desconhecido. Quando ele me dá um medinho, eu não fujo, eu enfrento, e tento perceber, antes de tudo, o que eu quero. E esse posicionamento tem me trazido coisas incríveis há uns cincos anos. Há cincos anos as coisas têm acontecido de forma muito rápida na minha vida, as descobertas têm sido intensas e maravilhosas, às vezes dolorosas, mas necessárias. Nesse tempo, tenho vivido sincronicidades que parecem coisas de filme, que nem todos acreditam e, por mim, tudo bem, eu acredito.

Porque principalmente eu tenho visto, a cada dia, como apesar dos pesares, a vida é incrível e mágica. Morar na Áustria foi uma “partezinha” essencial da minha história e que parte!

Consegui deixar claro para mim certos medos e falhas que estavam bem escondidinhos lá no fundo e que vieram à tona na marra. Percebi que existem pessoas incríveis em qualquer lugar do mundo e também pessoas bem idiotas, nesse caso, cabe a nós decidirmos qual lado vamos escolher e sermos firmes com o que acreditamos. Isso também foi importante pra mim: perceber que tenho certas convicções que são inegociáveis em qualquer parte do mundo.

Passei a confiar mais na minha capacidade de realização. Provei pra mim mesma que, se eu quiser, eu consigo sim ser a melhor aluna da aula de alemão; consigo sim fazer uma apresentação em alemão; consigo cozinhar; consigo falar em alemão com desconhecidos; consigo viajar sozinha; consigo fazer amizades com pessoas com uma cultura completamente diferente da minha; consigo ajudar pessoas de outras culturas a entenderem alemão; consigo sobreviver meses sem falar português; consigo fazer vídeos para o Youtube (mesmo sendo extremamente tímida) e editar, e também consigo perceber quando é a hora de ir embora e ter coragem para fazer isso.

Há uns 10 anos, eu não me imaginaria fazendo nenhuma dessas coisas. E aí que está a minha verdadeira conquista: o crescimento. Estamos aqui para crescer, que tal não nos apegarmos tanto ao fim da jornada, deixando a ansiedade nos dominar, mas vibrarmos pelos trajetos e as surpresas do caminho?

O meu caminho na Áustria acabou, mas não as minhas descobertas em relação às línguas (que, por sinal, tendem só a crescer), não o meu aprofundamento infinito sobre mim mesma e não o amor pela nossa cultura, que constatei com os próprios olhos: sim, é maravilhosa. A minha maior descoberta nessa história toda foi: não importa onde estiver, não desista do seu caminho.

 

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